Em operação deflagrada nesta quarta-feira (13), PF cumpriu 18 mandados judiciais. Prejuízo causado com as fraudes pode chegar a mais de R$ 1,8 milhão.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a “Operação Engalobados” para combater fraudes na contratação de empresas para o fornecimento de testes de Covid-19 e locação de equipamentos laboratoriais por meio de dispensa de licitação feita pela Secretaria de Saúde de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. As fraudes podem ter gerado um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão ao município.
Ao todo foram cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 13 de busca e apreensão em empresas e residências situadas em Cruzeiro do Sul e Morrinhos (GO), quatro mandados cautelares de sequestro de bens; e um mandado de prisão preventiva. Ao todo, nove pessoas foram intimadas para prestar esclarecimentos.
O Notícias do Juruá entrou em contato com a prefeitura de Cruzeiro do Sul, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta.
Conforme a PF, a investigação começou em março de 2021, após indício de que o processo de cotação para composição do preço médio de mercado das dispensas de licitação teria sido manipulado para direcionar as contratações com sobrepreço para determinadas empresas.

A apuração da polícia aponta que a empresa contratada para locação de equipamentos laboratoriais tem como atividade econômica principal a prestação de serviços de publicidade e sequer possuía os equipamentos à época da contratação.
Ainda segundo a PF, a investigação apontou que os serviços não estariam sendo prestados da forma como foram contratados, mas em menor quantidade, embora as empresas estivessem recebendo integralmente pelo valor acordado.
Ao menos 45 policiais federais participam da operação. A PF afirmou que vai continuar com as investigações, sendo que até o momento, foram apurados os crimes de peculato e crime contra a licitação.
O nome da operação faz referência a uma expressão usada no Acre que significa mentira, “passar a perna” e trapacear. O que, segundo a polícia, remete às ações das empresas e de alguns agentes públicos da Secretária de Saúde de Cruzeiro do Sul, ao utilizarem de meios para direcionar e superfaturar as dispensas de licitações.




