País teve 111 acidentes com pequenas aeronaves em 2021, diz Cenipa

Registros mostram redução em relação ao ano passado, mas houve mais quedas de táxis aéreos

Trabalhador de equipe de resgate em avião onde morreu a cantora Marília Mendonça, seu tio, o produtor e a tripulação Foto: WASHINGTON ALVES/REUTERS / REUTERS

BRASÍLIA – O Brasil registrou 111 acidentes aéreos em 2021 com aeronaves de pequeno porte, como o que matou na sexta-feira a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas em Caratinga (MG), segundo dados do site do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Em todo o ano anterior, foram contabilizados 149 acidentes.

O número de acidentes com táxis aéreos, como o que levava a cantora, triplicou de um ano para o outro: foram três casos registrados no ano passado contra nove em 2021. Além de Marília, morreram na sexta-feira o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

De janeiro de 2020 até agora, o Cenipa publicou 43 relatórios de investigações de acidentes aéreos. Nestes relatórios, entre as principais causas apontadas dos desastres estão: falha ou mau funcionamento do motor, perda de controle em voo e falha do motor em voo.

Dos acidentes com aeronaves de pequeno porte registrados até outubro de 2021 pelo Cenipa, 82 foram com aviões, 11 com helicópteros, dois com planadores e outros oito com ultraleves. No caso dos oito restantes dos registros do centro, não há indicação do tipo de aeronave envolvida.

O último relatório estatístico da Cenipa aponta que, de 2010 a 2019, foram registrados 1.210 acidentes e 559 incidentes graves de aviões de pequeno porte.

Neste período, houve 668 casos com aviões particulares, com uma média de 67 acidentes e 24 incidentes graves por ano.

Um vídeo registrado por uma câmera acoplada na farda de um policial militar que trabalhou no resgate dos corpos do avião com a cantora, divulgado ontem, mostra que, no início do socorro, ainda havia a impressão na equipe de que um dos ocupantes poderia estar vivo. A esperança foi desfeita quando os policiais entraram no avião.

Os destroços do aparelho serão periciados no Rio de Janeiro, e os motores, em Sorocaba (SP). A fuselagem do avião ficou guardada ontem em um galpão em Caratinga, e a empresa que guinchou o bimotor planejava enviar o material para o Rio durante a noite .

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar responsabilidades pela queda. O avião rompeu um cabo de energia da Cemig.

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• O Globo

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